Conversando sobre sentimentos com crianças e jovens

Por Katia Negri

Estamos sempre cuidando das crianças e dos jovens, queremos que estejam bem alimentados, agasalhados, protegidos. Cuidamos de sua saúde física, mas será que cuidamos também da sua saúde emocional? Será que damos atenção suficiente ao que eles sentem e ao que pensam sobre si mesmos? Como lidam com suas dificuldades e decepções? Como se relacionam com os outros?

A saúde emocional é tão importante quanto a saúde física. Especialmente em momentos difíceis, como estamos vivendo atualmente, com as medidas de distanciamento social em função da pandemia do novo coronavírus. Tanto nós adultos, quanto crianças e jovens, temos experimentado muitos sentimentos desagradáveis. Como lidar com estes sentimentos?

A saúde emocional é decisiva para a nossa felicidade, e as crianças podem ser estimuladas a desenvolver habilidades socioemocionais quando ainda são bem pequenas. Habilidades que irão ajudá-las a lidar com elas mesmas, com os outros, e, também com as dificuldades que enfrentam hoje, e que enfrentarão durante toda a vida.  Sentimentos são naturais, e, por isso, é tão importante que crianças e jovens aprendam a identificá-los e a lidar com eles de maneira positiva.

Quando pensamos em desenvolvimento de habilidades socioemocionais, não significa que as crianças e os jovens não vão experimentar mais dificuldades, mas que eles aprenderão a lidar de uma forma mais eficiente. Vamos pensar em um exemplo, uma criança que muitas vezes chora quando algo não acontece da forma como ela gostaria. Isso nos mostra que ela possivelmente não tem um repertório muito amplo de estratégias para lidar com o incômodo que sente por causa da frustração.

É importante observarmos que por trás de um comportamento pode haver um sentimento, que pode incomodar e causar sofrimento. Muitas vezes nós, pais, mães, professores, dizemos: “Não precisa ficar triste, ou com ciúmes, ou com raiva”. Falamos isso porque amamos as crianças e não queremos que elas sofram. Mas a verdade é que, não há possibilidade de impedirmos os sentimentos de existirem dentro de nós. Então, podemos acolher esses sentimentos como naturais e validá-los!

Quando percebemos que a criança está triste por exemplo, podemos perguntar: “Você gostaria de me dizer como se sente?” ao invés de dizer: “Não fique triste”, já que isso não é possível!!! Podemos ajudar as crianças a identificarem seus sentimentos. Para as crianças pequenas pode ser importante dizer o nome do sentimento: Você está triste porque seu brinquedo quebrou? Para os maiores, a partir de 5 anos podemos perguntar como se sentem, e a medida que eles forem crescendo vamos oferecendo oportunidade para falarem sobre como se sentem, explicando, se quiserem, porque se sentem assim. Manter esse diálogo nos aproxima deles cada vez mais, além de promover a Saúde Emocional.

Abrir espaço de fala em ambiente seguro e sem julgamentos é um convite para a expressão das nossas emoções! Vamos praticar?

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